A maternidade de Nossa Senhora

Publicado em 12 de maio de 2017 Por Seja o primeiro a comentar!
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Foto por Jovens Conectados

Enquanto escrevo este artigo, eu e minha esposa vivemos os últimos dias de gravidez de nossa pequena Raquel, o que faz com que, para mim, falar em gestação, geração de vida, seja algo bem vibrante em meu coração. Além da expectativa do nascimento, existe o sentimento de responsabilidade, afinal é uma nova vida que já se iniciou. O que será dessa criança? Imaginamos o futuro dela, os primeiros anos na escola, a adolescência, qual profissão terá…

Essa reflexão também me fez pensar em Maria, mãe de Jesus. Ela também pensou nesse tipo de coisa. Só que Nossa Senhora tinha a certeza que estava sob sua tutela, uma criança incomum, o salvador do mundo, Jesus. O bem supremo para a humanidade passava pelos cuidados humanos que ela deveria dar Àquele pequeno ser. Se é uma grande responsabilidade para nós que somos pessoas comuns, imagine as coisas que se passavam no pensamento de Maria!

Não era uma gravidez só dela, mas uma gestação esperada pela terra e pelo Céu. O mundo espiritual lhe enviou anjos para pedir sua permissão, até mesmo o Pai, Senhor do universo aguardou seu “Sim”. “Todas as gerações de homens e seres celestes” (Lc 1, 48).

E assim como os pais são fundamentais na formação dos filhos, para que alcancem a plena maturidade e sejam tudo o que podem ser, a maternidade de Nossa Senhora não se limitou a gerar só fisicamente Seu filho Jesus. Ela gestou no silêncio do seu coração o mistério do Senhor.

Desde seu “sim”, nos primeiros anos de vida da criança, ela sem entender “como se fará tudo isso”, “… conservava todas essas palavras, meditando-as em seu coração” (Lc 2, 18 e 2, 50), mas disposta a sofrer por Seu filho: “uma espada transpassará a tua alma” (Lc 2, 35).

Até compreender o significado de tudo no momento derradeiro, aos pés da cruz, sua forma de sustentar o Filho na hora da maior dor (Jo 19, 25), e no Pentecostes quando se faz o cumprimento da promessa da vinda do Espírito Santo (At 1, 14), significa que Maria é mãe do Cristo, mãe da Igreja que se formou e inseparável da obra de salvação. Foi Deus quem a escolheu para estar assim tão presente na vida do Filho.

E a gestação de Nossa Senhora ainda continua se fazendo. Ela ainda gera filhos para Deus, quando nos deixamos ser gerados no Cristo. Que neste dia das Mães possamos louvar a Deus por ter escolhido Maria como mãe do Cristo, e também como nossa mãe. Que maravilha podermos experimentar um novo nascimento, o reviver do alto e pelo Espírito (Jo 3, 3.5), também através do rosto materno de Deus que é Maria. O coração de Nossa Senhora é um ventre que gera novos cristãos!

Por Sandro Arquejada | natural de Santo André (SP) e missionário da Comunidade Canção Nova. É autor do livro “Maria, humana como nós” e do lançamento “As Cinco Fases do Namoro”, pela Editora Canção Nova.

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